quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Eu queria um Alcorão ....
Eu queria um Alcorão .... Mas com certeza não queimaria um, pois tenho respeito pela cultura de um povo, não importa como que ela seja cada um tem a sua....Queimar televisões seria muito mais lucrativo... Isso mesmo vou comprar um Alcorão, venham queimar o meu se conseguirem... claro que não virão, pois sabem que não sou Muçulmano e assim não destruirão minha cultura, esse é o gosto ou o ódio deles, destruir culturas... mal esperam, mas a cultura deles também está na mira de alguns como eles....
Colorindo o que não se deve colorir...
Os tempos da Tv preto e branco eram mais coloridos...
Hoje em dia eles deixam colorido demais o que é na realidade preto e branco....
Hoje em dia eles deixam colorido demais o que é na realidade preto e branco....
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
E ainda estamos reprimidos (3)
Lembra do John e do Peter? .....
Foram apagados...Judi esqueça.... as coisas não estão indo bem, e você sabe...
Buscar sonhar ou ter pesadelos é perda de tempo...
já vivemos dessa maneira todos os dias ... temos que acordar...
também fomos apagados, você sabe disso...
Porém de algum modo nós dois ainda conseguimos pensar...
Acredito que devem existir mais alguns poucos de nós....
Mas isso não é vantagem enquanto não descobrirmos como acordar disso tudo...
As vezes fico com medo de acordar.... bem, talvez seja isso que eles queiram... mesmo sabendo que eles também estão apagados....
Eles devem fazer isso para conseguir alguém que trabalhe para eles...
Sabe Judi que eles precisam disso... eles perderam a habilidade natural de sobreviver...
Agora vivem como parasitas... e nós somos os parasitados ....
Foram apagados...Judi esqueça.... as coisas não estão indo bem, e você sabe...
Buscar sonhar ou ter pesadelos é perda de tempo...
já vivemos dessa maneira todos os dias ... temos que acordar...
também fomos apagados, você sabe disso...
Porém de algum modo nós dois ainda conseguimos pensar...
Acredito que devem existir mais alguns poucos de nós....
Mas isso não é vantagem enquanto não descobrirmos como acordar disso tudo...
As vezes fico com medo de acordar.... bem, talvez seja isso que eles queiram... mesmo sabendo que eles também estão apagados....
Eles devem fazer isso para conseguir alguém que trabalhe para eles...
Sabe Judi que eles precisam disso... eles perderam a habilidade natural de sobreviver...
Agora vivem como parasitas... e nós somos os parasitados ....
....
É fácil fechar os olhos, abri-los também é fácil... o grande problema é saber o momento certo de faze-lo...
E ainda estamos reprimidos (2)
Judi, .... eu os vi caminhando novamente... faz tempo que eles não saem de suas tocas...
Algo diferente deve ter acontecido... não achas?
Quem sabe oque tramam para esses pobres coitados....
Talvez seja uma armadilha... Atraem muitos deles para depois levarem ao abate....
E Judi, sabe oque esses seres pensam, eles só querem crescer...
Claro Judi, claro que eles crescem vendendo a carne dos reprimidos....
Nós estamos em fogo cruzado Judi....
E deveriamos estar ajudando os reprimidos....
Mas os seres lá de fora apenas movem as peças, impedindo que nós possamos caminhar em paz...
Ai Judi, as vezes me pergunto se tudo isso é a realidade.....ou se estamos apenas dormindo e vendo imagens aleatórias de nossos medos.... criados por nós mesmos...
Algo diferente deve ter acontecido... não achas?
Quem sabe oque tramam para esses pobres coitados....
Talvez seja uma armadilha... Atraem muitos deles para depois levarem ao abate....
E Judi, sabe oque esses seres pensam, eles só querem crescer...
Claro Judi, claro que eles crescem vendendo a carne dos reprimidos....
Nós estamos em fogo cruzado Judi....
E deveriamos estar ajudando os reprimidos....
Mas os seres lá de fora apenas movem as peças, impedindo que nós possamos caminhar em paz...
Ai Judi, as vezes me pergunto se tudo isso é a realidade.....ou se estamos apenas dormindo e vendo imagens aleatórias de nossos medos.... criados por nós mesmos...
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Prisão
Vivemos em um casulo que nos obriga a seguir padrões sociais e morais... Obrigam-nos a falar, sentir e até respirar de uma maneira controlada... e após sairmos do casulo seremos lindos robôs de ultima geração já nem respirando mais ... Agora nosso ''combustível'' não é mais O2 agora somos movidos por baterias de lítio... recebemos novas cargas quando elas acabam e quando fazemos o oposto ao que fomos programados somos reiniciados e recebemos novas memórias .......
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
O CLARO E O OBSCURO...
----''fácil'' é como a ''luz'' / como '' gravar'' / ''reclamar'' / ''ferir'' / ''falar''/ ''pegar atalhos'' /''querer mais''/ ''responder com fúria''/ o ''EU''/
----''dificil'' é como o ''Obscuro'' / como '' absorver / ''contemplar'' / ''curar'' / ''aquietar'' / ''caminhar passo a passo'' / ''saciar'' / ''cativar com amor''/ o ''Nós''/
+O ''fácil'' é como a fala
+O ''difícil'' é como o silêncio...
Eis por que o ser humano em geral prefere oque é fácil
----''dificil'' é como o ''Obscuro'' / como '' absorver / ''contemplar'' / ''curar'' / ''aquietar'' / ''caminhar passo a passo'' / ''saciar'' / ''cativar com amor''/ o ''Nós''/
+O ''fácil'' é como a fala
+O ''difícil'' é como o silêncio...
Eis por que o ser humano em geral prefere oque é fácil
domingo, 5 de fevereiro de 2012
''Selvagens'' e ''Civilizados''
Os ''selvagens'' como nós os ''civilizados'' conhecemos, são de fato mais civilizados do que nós...
Os civilizados matam por dinheiro
Os selvagens matam para sobreviver
Nós criamos verdadeiras máquinas de poluição
Nossos interesses costumam ser maiores que nossas necessidades
A vestimenta se tornou um simples (ou complexo) simbolo de status
Os selvagens não se estressam
Eles não têm guarda-roupas
Qualquer animal seria mais civilizado do que nós
Os selvagens são descriminados por não viverem como os civilizados
Ainda admiro a sociedade, a sociedade das Formigas.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Passado, Futuro e Realidade...
--saindo para a varanda observo a neblina que cobria o jardim...
-as árvores eram apenas sombras como o meu passado...
-os galhos estralando com o vento me lembravam os companheiros correndo para se proteger da artilharia inimiga...
-a neblina nada mais era do que a fumaça resultante das explosões de minas e artilharias...
-era só um sonho, e oquê mais é o passado alem de um sonho? você já sonhou, nada mais importa, mas o problema que alguns sonhos deixam traumas...
--e o futuro? oquê possso falar sobre o futuro? qualquer coisa que eu diga será apenas imaginação, eis o futuro, apenas uma miragem, uma ilusão
-o tempo lembrando o passado ou imaginando o futuro é nada mais do que o tempo que foi trocado pelo presente.
-o tempo perdido nada mais é do que o tempo que você usou para lembrar o passado ou imaginar o futuro, muito comum isso entre os seres humanos comuns.-adoramos peder nosso tempo.
--o presente? o menos presente dos tempos, porém o mais necessário deles.
-o passado e o futuro deviam ser apenas uma ''oração'' noturna, feita antes de dormir.
-é como a realidade, presente é realidade, é o agora, nada pode ser feito antes nem depois...
-as árvores eram apenas sombras como o meu passado...
-os galhos estralando com o vento me lembravam os companheiros correndo para se proteger da artilharia inimiga...
-a neblina nada mais era do que a fumaça resultante das explosões de minas e artilharias...
-era só um sonho, e oquê mais é o passado alem de um sonho? você já sonhou, nada mais importa, mas o problema que alguns sonhos deixam traumas...
--e o futuro? oquê possso falar sobre o futuro? qualquer coisa que eu diga será apenas imaginação, eis o futuro, apenas uma miragem, uma ilusão
-o tempo lembrando o passado ou imaginando o futuro é nada mais do que o tempo que foi trocado pelo presente.
-o tempo perdido nada mais é do que o tempo que você usou para lembrar o passado ou imaginar o futuro, muito comum isso entre os seres humanos comuns.-adoramos peder nosso tempo.
--o presente? o menos presente dos tempos, porém o mais necessário deles.
-o passado e o futuro deviam ser apenas uma ''oração'' noturna, feita antes de dormir.
-é como a realidade, presente é realidade, é o agora, nada pode ser feito antes nem depois...
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
A garota da rua de um banco só...
Hoje acordou cedo Candice ... ela viu o dia com olhos do amanhã, não conseguia respirar, sufocou-se com tantos aprisionamentos, não comia, bebia ou dormia...Não em sua mente pelo menos. Qualquer coisa que deparava sentia sufocada...Precisava buscar liberdade, onde encontraria, onde e como poderia voar, se é que um dia teria oportunidade, pensava.
Agora iniciei minha busca-disse pra si mesma- o problema é que não sei por onde começar. Olhou a sua volta, uma rua de quinhentos metros, com algumas árvores em cada lado da rua a cada vinte metros, casas de formatos parecidos, ou idênticos a não ser por algum toque particular que cada morador dava em sua moradia, e carros, passavam lentamente a cada dez ou vinte minutos, alguns animais domésticos se encontravam em suas casas ou volta e meia entre si enquanto seus donos passeavam, já os selvagens estavam apenas de passagem, passageiros da rotina, continuava ela a não entender onde estava, pensou em ir para casa, mas decidiu sentar em um banco que descansava em uma das calçadas dessa rua, que aos olhos da garota parecia looonga demais e ao mesmo tempo apertada, curta, estreita, e pequena rua sufocante de sua rotina.
Sentou-se no banco e observou o que parecia dois pardais , brigando, brincando ou namorando, não conseguia distinguir, pois se batiam e bicavam um ao outro, mas logo se aproximavam e apenas pulavam em volta um do outro, o que acontecia perguntava ela, não lembro desses passarinhos tão engraçados, ah que pena voaram para longe, mas não paravam de rodear um ao outro até sumirem do campo de visão de Candice.
--O que será que pensavam?- perguntou-
Logo não pode deixar de notar um que fazia um barulhinho irritante sobre sua cabeça, o que fez com que olhasse para a copa da árvore que ficava ao lado do banco que sentara, aquele animalzinho peludo raspava a casca de algum fruto duro que colhera de uma árvore, mas ela percebeu que ipês não dão frutos que era a árvore que repousava ao seu lado.
--De onde este garoto colheu esse fruto?- questionou –
E ao olhar para frente, pouco acima de um telhado, atrás de uma casa havia uma árvore que dava de comer a esse menininho, pequeno e engraçado, mas sempre atento ao movimento dela e do resto.
--Mas que trabalho você teve vindo até aqui, por que fez isso?- parecia perguntar a um amigo – Olha só caiu de sua mão o fruto, agora com um enorme buraco, ela juntou o fruto enquanto o esquilo corria na direção da casa que escondia o coqueiro, acho que convenceu-se de que não havia caído nada, e sim abandonado por ele, pois o que lhe interessava era o miolo que já estava a digerir, então ela riu sozinha naquele banco solitário.
Ao retornar ao mundo da visão, um cachorro fuçava um latão de lixo que estava a uns vinte metros dali, parecia muito bem alimentado para estar revirando a lata, provavelmente algo chamava sua atenção ali. Lá vem um homem, o cão latiu, mas com tom de medo, e sua calda estava entre as pernas, com a cabeça baixa que alternava com um latido, corria de costas, e corria e latia, com medo , até entrar no seu castelo, fortaleza com muralhas intransponíveis, então num súbito, ele se inflou, levantou a cabeça como um imperador e virou na direção do homem , e latia, latia , latia, estava forte , ninguém podia derrota-lo, mais uma vez, Cand sorriu, com ar de graça e admiração ao mesmo tempo.
Uma folha de sua companheira árvore caiu em seu colo, ela sentiu e seu sorriso cessou, pegou com as duas mãos aquela folha que poderia ser segurada com dois dedos, sua delicadeza com aquele fio de cabelo de sua companheira árvore era admirável, as nervuras, o caule, a cor, que já estava mudando para amarelo com marrom, com uma pequena mordida de inseto na parte lateral esquerda, que ainda estava verde, olhou novamente talvez a segunda vez para a árvore, e viu que alguns bulbos das flores já começaram a nascer, e percebeu quantas vezes não notara esses detalhes- todas (menos esta) – e sorriu, quantas vezes não havia sorrido com tanta graça e admiração- várias(menos hoje), e logo entrou em um novo universo, o da seriedade, parou de pensar, de olhar, esse novo universo não era tão novo assim, lembrava que esse era o universo em que ela vivia antes, Tudo era o Tudo e, Nada, era o Vazio, voltou ao mundo novo que descobriu hoje,e viu que o Nada era tão cheio quando o Tudo, e o Tudo era nada quando ela não reparava detalhes que eram o Nada, daí então caiu na gargalhada, ria muito , sorria para tudo que estava a sua volta.
--Como não havia notado essas coisas antes? Só podia estar dormindo – criticou-se – em que mundo estou, ou em que universo me encontrava antes ?..
--!Saiaa daí Garota! esse banco foi colocado hoje ! – uma voz áspera e rígida fez a garota cessar seu sorriso por completo , e ao mesmo tempo se levantou num pulo, já se virando com os olhos arregalados e a face branca do susto, seus olhos penetraram os olhos do homem, que também ficou branco com o profundo olhar da garota que perfurou toda a rigidez do homem , houve um longo silêncio...... Cand então piscou, olhou para o banco e voltou a olhar para o homem
-– esse banco é seu senhor ?? - o homem apenas balançou a cabeça ainda meio assustado, então Candice lançou-se na direção do homem com um abraço, um abraço dos mais fortes e sincero que ela já havia dado a uma pessoa, largou o homem do abraço, olhou novamente para ele e disse :
-- Muiiitoo Obrigado senhor pelo seu banco. – completou a frase com um sorriso de graça e de admiração que havia tido várias vezes durante essa viagem maravilhosa, e o homem que antes assustado e antes ainda áspero , soltou um sorriso também de graça e admiração:
-- bem, volte sempre a esse banco – disse ele meio sem jeito –
Ela sorriu novamente e com um movimento de afirmação com a cabeça saiu correndo meio saltitante, na direção de sua casa, casa esta que atrás descansava um coqueiro e tinha um cão que tinha postura de imperador, mas que fora de sua fortaleza era um medroso, ainda correndo saltitante, entrou na sua casa, cumprimentou sua mãe com um lindo sorriso, sorriso que foi retribuído, subiu até seu quarto deitou na cama rindo de tudo, botou a mão sob o travesseiro, retirou seu diário enquanto ouvia a melodia de dois passarinhos que cantavam sobre o forro do seu quarto, abriu o diário e escreveu:
----Olá mais uma vez meu companheiro, hoje descobri a liberdade , percebi que a liberdade está em você saber ver as coisas ao seu redor, hoje eu voei com os passarinhos, defendi minha fortaleza, colhi frutas para me alimentar... hoje eu nasci, ou seria melhor dizer: hoje eu abri os olhos para a beleza que me rodeava e antes era o Nada mas que pra mim se transformou no universo do Tudo, percebi que as coisas mais simples são as mais complexas, por que todos descartam a simplicidade, e não percebem o grande e complexo universo que elas te proporcionam.
--------- Um grande abraço meu amigo.
Agora iniciei minha busca-disse pra si mesma- o problema é que não sei por onde começar. Olhou a sua volta, uma rua de quinhentos metros, com algumas árvores em cada lado da rua a cada vinte metros, casas de formatos parecidos, ou idênticos a não ser por algum toque particular que cada morador dava em sua moradia, e carros, passavam lentamente a cada dez ou vinte minutos, alguns animais domésticos se encontravam em suas casas ou volta e meia entre si enquanto seus donos passeavam, já os selvagens estavam apenas de passagem, passageiros da rotina, continuava ela a não entender onde estava, pensou em ir para casa, mas decidiu sentar em um banco que descansava em uma das calçadas dessa rua, que aos olhos da garota parecia looonga demais e ao mesmo tempo apertada, curta, estreita, e pequena rua sufocante de sua rotina.
Sentou-se no banco e observou o que parecia dois pardais , brigando, brincando ou namorando, não conseguia distinguir, pois se batiam e bicavam um ao outro, mas logo se aproximavam e apenas pulavam em volta um do outro, o que acontecia perguntava ela, não lembro desses passarinhos tão engraçados, ah que pena voaram para longe, mas não paravam de rodear um ao outro até sumirem do campo de visão de Candice.
--O que será que pensavam?- perguntou-
Logo não pode deixar de notar um que fazia um barulhinho irritante sobre sua cabeça, o que fez com que olhasse para a copa da árvore que ficava ao lado do banco que sentara, aquele animalzinho peludo raspava a casca de algum fruto duro que colhera de uma árvore, mas ela percebeu que ipês não dão frutos que era a árvore que repousava ao seu lado.
--De onde este garoto colheu esse fruto?- questionou –
E ao olhar para frente, pouco acima de um telhado, atrás de uma casa havia uma árvore que dava de comer a esse menininho, pequeno e engraçado, mas sempre atento ao movimento dela e do resto.
--Mas que trabalho você teve vindo até aqui, por que fez isso?- parecia perguntar a um amigo – Olha só caiu de sua mão o fruto, agora com um enorme buraco, ela juntou o fruto enquanto o esquilo corria na direção da casa que escondia o coqueiro, acho que convenceu-se de que não havia caído nada, e sim abandonado por ele, pois o que lhe interessava era o miolo que já estava a digerir, então ela riu sozinha naquele banco solitário.
Ao retornar ao mundo da visão, um cachorro fuçava um latão de lixo que estava a uns vinte metros dali, parecia muito bem alimentado para estar revirando a lata, provavelmente algo chamava sua atenção ali. Lá vem um homem, o cão latiu, mas com tom de medo, e sua calda estava entre as pernas, com a cabeça baixa que alternava com um latido, corria de costas, e corria e latia, com medo , até entrar no seu castelo, fortaleza com muralhas intransponíveis, então num súbito, ele se inflou, levantou a cabeça como um imperador e virou na direção do homem , e latia, latia , latia, estava forte , ninguém podia derrota-lo, mais uma vez, Cand sorriu, com ar de graça e admiração ao mesmo tempo.
Uma folha de sua companheira árvore caiu em seu colo, ela sentiu e seu sorriso cessou, pegou com as duas mãos aquela folha que poderia ser segurada com dois dedos, sua delicadeza com aquele fio de cabelo de sua companheira árvore era admirável, as nervuras, o caule, a cor, que já estava mudando para amarelo com marrom, com uma pequena mordida de inseto na parte lateral esquerda, que ainda estava verde, olhou novamente talvez a segunda vez para a árvore, e viu que alguns bulbos das flores já começaram a nascer, e percebeu quantas vezes não notara esses detalhes- todas (menos esta) – e sorriu, quantas vezes não havia sorrido com tanta graça e admiração- várias(menos hoje), e logo entrou em um novo universo, o da seriedade, parou de pensar, de olhar, esse novo universo não era tão novo assim, lembrava que esse era o universo em que ela vivia antes, Tudo era o Tudo e, Nada, era o Vazio, voltou ao mundo novo que descobriu hoje,e viu que o Nada era tão cheio quando o Tudo, e o Tudo era nada quando ela não reparava detalhes que eram o Nada, daí então caiu na gargalhada, ria muito , sorria para tudo que estava a sua volta.
--Como não havia notado essas coisas antes? Só podia estar dormindo – criticou-se – em que mundo estou, ou em que universo me encontrava antes ?..
--!Saiaa daí Garota! esse banco foi colocado hoje ! – uma voz áspera e rígida fez a garota cessar seu sorriso por completo , e ao mesmo tempo se levantou num pulo, já se virando com os olhos arregalados e a face branca do susto, seus olhos penetraram os olhos do homem, que também ficou branco com o profundo olhar da garota que perfurou toda a rigidez do homem , houve um longo silêncio...... Cand então piscou, olhou para o banco e voltou a olhar para o homem
-– esse banco é seu senhor ?? - o homem apenas balançou a cabeça ainda meio assustado, então Candice lançou-se na direção do homem com um abraço, um abraço dos mais fortes e sincero que ela já havia dado a uma pessoa, largou o homem do abraço, olhou novamente para ele e disse :
-- Muiiitoo Obrigado senhor pelo seu banco. – completou a frase com um sorriso de graça e de admiração que havia tido várias vezes durante essa viagem maravilhosa, e o homem que antes assustado e antes ainda áspero , soltou um sorriso também de graça e admiração:
-- bem, volte sempre a esse banco – disse ele meio sem jeito –
Ela sorriu novamente e com um movimento de afirmação com a cabeça saiu correndo meio saltitante, na direção de sua casa, casa esta que atrás descansava um coqueiro e tinha um cão que tinha postura de imperador, mas que fora de sua fortaleza era um medroso, ainda correndo saltitante, entrou na sua casa, cumprimentou sua mãe com um lindo sorriso, sorriso que foi retribuído, subiu até seu quarto deitou na cama rindo de tudo, botou a mão sob o travesseiro, retirou seu diário enquanto ouvia a melodia de dois passarinhos que cantavam sobre o forro do seu quarto, abriu o diário e escreveu:
----Olá mais uma vez meu companheiro, hoje descobri a liberdade , percebi que a liberdade está em você saber ver as coisas ao seu redor, hoje eu voei com os passarinhos, defendi minha fortaleza, colhi frutas para me alimentar... hoje eu nasci, ou seria melhor dizer: hoje eu abri os olhos para a beleza que me rodeava e antes era o Nada mas que pra mim se transformou no universo do Tudo, percebi que as coisas mais simples são as mais complexas, por que todos descartam a simplicidade, e não percebem o grande e complexo universo que elas te proporcionam.
--------- Um grande abraço meu amigo.
A arte ...
A arte molda o Ser, como o Ser molda a arte ... e mesmo assim não é possivel descrever o Ser atravez da sua arte e nem a arte atravez de seu criador... a mente do Ser descreve tudo, porém ela é constantemente caótica e invisível a olhares externos ....
Definitivamente, ninguem tem a capacidade de compreender a arte, a não ser o próprio artista autor da própria arte, o resto são apenas deduções aleatórias e pessoais feitas por outras pessoas...
Definitivamente, ninguem tem a capacidade de compreender a arte, a não ser o próprio artista autor da própria arte, o resto são apenas deduções aleatórias e pessoais feitas por outras pessoas...
E ainda estamos reprimidos...
Veja Judi, eles olham para os lados com medo da chuva...
...Mas a chuva vem do céu, por que isso então ?
Talvez por que estejam com medo de acreditar que ela virá novamente...
E você sabe como é Judi, todos já estavam mortos quando nasceram...
..Mas insistem em se apegar a vida. ...
Se apegam tanto que esquecem de amar, se apegam tanto que esquecem de viver...
E como costumamos conversar, acho que ás vezes falamos demais...
Acho que ele disse para nós: ''Parem de morrer em vão'' E nós desprovidos de sentidos, simplesmente pisamos, comemos, bebemos e respiramos nossos ancestrais...
Perdemos a sensibilidade verdadeira, ei Judi, eles ainda acham que só o ''EU'' sente dor...
E todos os dias pisam sobre eles mesmos e não percebem o quando se machucam...
Ah Judi, deviamos ser menos ''racionais'', a razão que nos deu essa liberdade e insensibilidade para com o mundo.
Qual o próximo passo ? qual o próximo passo Judi ???
...Mas a chuva vem do céu, por que isso então ?
Talvez por que estejam com medo de acreditar que ela virá novamente...
E você sabe como é Judi, todos já estavam mortos quando nasceram...
..Mas insistem em se apegar a vida. ...
Se apegam tanto que esquecem de amar, se apegam tanto que esquecem de viver...
E como costumamos conversar, acho que ás vezes falamos demais...
Acho que ele disse para nós: ''Parem de morrer em vão'' E nós desprovidos de sentidos, simplesmente pisamos, comemos, bebemos e respiramos nossos ancestrais...
Perdemos a sensibilidade verdadeira, ei Judi, eles ainda acham que só o ''EU'' sente dor...
E todos os dias pisam sobre eles mesmos e não percebem o quando se machucam...
Ah Judi, deviamos ser menos ''racionais'', a razão que nos deu essa liberdade e insensibilidade para com o mundo.
Qual o próximo passo ? qual o próximo passo Judi ???
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